Desde a fundação da nossa cidade até os dias atuais, a maioria das pessoas daqui tem grande ligação com a área rural, de onde surgiram as primeiras atividades propulsoras da nossa economia. Na última campanha política, como é habitual, muitas promessas foram feitas, tanto pelo atual Prefeito como pelos candidatos a Vereador.

Instalou-se o clientelismo, no qual os moradores da área rural mendigavam água, luz elétrica, melhoria das estradas, postos de saúde e escolas municipais aos então candidatos. Numa era tecnológica, pedidos básicos como esses deveriam ser um dever de casa a ser cumprido de imediato pelo administrador municipal. Mas não está sendo.

A atual administração tem dificuldade de mostrar os seus planos para a cidade, e assim, nós, filhos desta terra, para a qual queremos tão bem, temos mencionado pontos importantes para seu desenvolvimento, com a intenção de sensibilizar quem está no poder.

A área rural de Montes Claros tem uma extensão de aproximadamente 3.540 Km², com 22.000 habitantes, mais de 4.000 agricultores familiares ligados a 160 associações comunitárias  e que, nos últimos anos tem mostrado um novo perfil econômico e uma melhor condição social. Parte desses moradores recentes são pessoas aposentadas e com experiência. Nota-se o avanço de chácaras, que levam ao meio rural uma população antenada com novas tecnologias. Estimulada de forma adequada, a Zona Rural poderá manifestar um perfil desenvolvimentista.

Os agricultores familiares portadores da DAP – Declaração de Aptidão de Produtor poderão implantar uma nova política econômica na Zona Rural, produzindo no segmento de hortigranjeiros para a CONAB dentro do Programa PAA – Programa de Aquisição de Alimentos, podendo render algo próximo de dois milhões e meio ao ano.

E é nesse sentido que a promessa de campanha do atual Prefeito tem que ser cumprida, podendo ser o agente propulsor para que a nossa economia rural seja uma referência.

A Nestlé tem um volume de compras de mais de 700 toneladas de leite-dia, e a nossa região – Montes Claros e cidades do entorno- só tem capacidade de fornecer diariamente 130 toneladas. Uma política pública de incentivo à produção de leite seria uma maneira de aumentar o volume de dinheiro circulante na área rural.

A Petrobras Biocombustível, com a intervenção do governo municipal, poderia repensar os investimentos rurais, ampliando o plantio de Macaúba  uma vez que a indústria estabelecida em nossa cidade tem isenção fiscal por causa do Selo Social (compras junto a agricultura familiar) que lhe isenta dos impostos CONFINS e PIS. A redução da sua base tributária em mais de 35 % deveria ser aplicada na melhoria dessa agricultura. Isso não vem ocorrendo e a maioria do óleo que se consome é de soja, vinda do Mato Grosso e Bahia.

Montes Claros, devido à boa logística e planta industrial que possibilita projetos e planejamentos para produção em alta escala, é a única cidade brasileira que tem apresentado resultados financeiros positivos junto à Petrobras. E se “saco vazio não fica em pé”, para melhorar a economia da área rural temos de deixar de lado a ilusão do extrativismo apregoado pelos esquerdistas da atual administração e buscar o crescimento, oferecendo água, tecnologia, segurança, estradas e mercado consumidor.

Solicitamos ao Contador prestar atenção às nossas sugestões, observando a dimensão e as urgências da nossa cidade, e torcemos para que faça bem seu trabalho. Os pequenos agricultores agradecerão com bons produtos o cumprimento das promessas de Campanha.

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